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| Posted: 14 Jun 2009 04:47 AM PDT O momento "Guerra fria" que a Fórmula 1 vem enfrentando ultimamente não é o único de sua história. Desde o surgimento da categoria em 1950, alguns fatos políticos ameaçaram o "bem-estar" da F1. Hoje vamos falar sobre os últimos enfrentamentos entre FIA e FOTA - que já usaram outros nomes no passado. A FOCA - Associação de Construtores da F1 - foi fundada em 1974 por Bernie Ecclestone, Max Mosley, Frank Williams, Teddy Mayer, Ken Tyrrel e Colin Chapman com o intuito de conseguir maiores benefícios comerciais para as equipes participantes do campeonato. Ferrari, Renault e Alfa Romeo eram as únicas 3 equipes que não participavam de nenhuma Federação. Foram eles(FOCA) que anos depois(1981) assinaram o primeiro Pacto de Concórdia - O Pacto de Concórdia, entre outras coisas, estabelece a distribuição dos benefícios comerciais entre as equipes participantes - com FIA. O fato é que vários anos se passaram até que FOCA e FISA - Federação Internacional do Esporte Automobilístico, liderada por Jean-Marie Balestre - conseguissem se "entender". A "guerra" começou porque as equipes queriam maior poder comercial dentro do esporte. Além disso, a FOCA discordava quanto as normas técnicas( motores turbo) que a FISA tentava implantar. O primeiro grande enfrentamento chegou em 1980: GP da Bélgica. Alguns pilotos, apoiados pela FOCA, decidiram que era absurda a obrigação de participar do briefing, exigido pela FISA, 1 hora antes do começo das corridas. Os pilotos - entre eles, Fittipaldi, Prost, Laffite, Andretti, etc... - seguiam negando-se a comparecer ao briefing e não participaram da seguinte reunião em Mônaco. Sendo assim, a FISA ameaçou penalizá-los econômicamente. Aos que decidiram participar dos briefings seguintes e se ausentaram apenas na Bélgica - Piquet, Rosberg, Reutemann, etc... - multas leves. Os demais tiveram penalizações um pouco mais duras e tinham, por obrigação, pagar as multas correspondentes antes do seguinte GP - o da Espanha - se quisessem alinhar seus carros. A FOCA reagiu dizendo que a "regra do briefing" sequer havia sido aprovada no Tribunal da FISA. Para garantir a participação, alguns pilotos pagaram a multa. Outros não. A FOCA, liderada por Bernie Ecclestone, pediu aos pilotos que não participassem das reuniões. A F1 chegava a Jarama(Espanha) sem nenhuma definição sobre os pilotos. Balestre deu uma coletiva afirmando que se mantinha o dito anteriormente: quem não pagasse suas respectivas multas, perderia suas licenças. Apesar da tentativa de negociação entre FOCA e FISA, não houve acordo e decidiram, para "o bem do esporte" que a corrida em Jarama se celebraria, porém não seria "pontuável". Depois de uma disputa entre a Federação Espanhola de Automobilismo(FEA) e a RACE (responsável pela realização do GP), a RACE usou de seus direitos políticos dentro do automobilismo e tomou para sí a responsabilidade de realização do GP. O GP chegou a ser realizado como queriam a RACE e a FOCA, mas esse era o 1º assalto de uma longa luta entre bastidores... No final desse mesmo ano, foi organizado pelas equipes da FOCA um Campeonato paralelo ao da FIA: o World Federation of Motosport. Em Fevereiro de 81, a primeira etapa foi celebrada na África do Sul e o vencedor foi Carlos Reutemann, com uma Williams. Porém, a falta de interesse das televisões, a pouca presença de público e a falta de participação das marcas, fez com que o Campeonato não fosse adiante. Por sorte, a FIA permitiu o retorno das equipes antes de que este começasse. Porém, antes mesmo do início do Campeonato de 82, as coisas chegaram a seu ponto-chave. A FISA introduziu no contrato das super-licenças dos pilotos uma clausula que prendia o piloto ao construtor ao qual foi contratado, ou seja, os pilotos teriam que conduzir para o construtor e não para outros, o que provocou uma "greve" da maioria dos pilotos, no GP da África do Sul. Depois de várias conversas entre GPDA, FOCA e FIA a clausula foi retirada do contrato. Outra "greve" deveria ter acontecido no GP de San Marino desse mesmo ano. A corrida deveria ser considerada uma corrida de boicote à FISA e à falta de resposta com relação ao que exigiam as equipes (maior poder econômico e maior decisão com relação as regras técnicas da categoria), porém, alegando "obrigações com o patrocinador" muitos deixaram o boicote de lado e confirmaram suas participações no GP. Ao final, apenas 5 carros cruzaram a meta. Em 1983, o desencontro entre FISA e FOTA já havia acabado uma vez que o Pacto de Concórdia já havia sido assinado e as equipes já haviam se decidido pela utilização dos motores turbo, o que tão pouco durou muito por questões de segurança. De qualquer forma, poderíamos dizer que o que estamos vendo atualmente na F1 é a mesma história de décadas atrás. O cenário é o mesmo, muitas das equipes também e, nomes, como os de Max Mosley e Bernie Ecclestone, também. Basta saber se teremos o mesmo desfecho com as equipes( e os torcedores) saindo favorecidas. Fontes:www.wikipedia.com - História da F1 www.thef1.com - GP de Espanha 1980 FOCA vs FISA www.wikipedia.com - FISA-FOCA war |
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